O desenho contemporâneo em diálogo com a obra de Abel Salazar

A Casa-Museu Abel Salazar inicia o ano com um ciclo de exposições de Desenho em torno da obra de Abel Salazar. “Instantâneos”, de Rosi Avelar, é a primeira dessas exposições.


Não pretende ser mais uma mostra de divulgação do espólio do investigador e artista que foi Abel Salazar, que ao longo da sua carreira realizou mais de 1000 desenhos que se encontram preservados e arquivados na casa museu com o seu nome. Em vez disso, o ciclo “O desenho contemporâneo em diálogo com a obra de Abel Salazar”, promovido pela Casa-Museu Abel Salazar, nasce da vontade de colocar a obra do professor histórico da Universidade do Porto numa relação dialógica com desenhos de outros artistas contemporâneos salientando não só, a relevância, mas a pertinência destes mesmos desenhos na atualidade.

Para o efeito, foram convidados sete artistas – Rosi Avelar, Mário Vitoria, Mário Bismarck, Sílvia Simões, Paulo Almeida, Bárbara Fonte e Martinha Maia – aos quais caberá apresentar os seus trabalhos numa relação que entendam pertinente com as obras do acervo da CMAS. Pretende-se assim potenciar a criação de várias leituras que se pretende pluridisciplinar e transversal no âmbito do desenho.

Com curadoria de Sílvia Simões, este ciclo de exposições ambiciona refletir sobre o desenho, os seus modos e utilizações no campo das artes, das ciências humanas, das ciências exatas e das ciências da vida. A diversidade do trabalho de Abel Salazar será por isso um excelente ponto de partida para promover a discussão entre posições de artistas, cientistas e pedagogos.
Estreia com Rosi Avelar

A inauguração da primeira exposição, “Instantâneos” de Rosi Avelar, está marcada para o próximo sábado, dia 22 de marco, pelas 17h00, e ficará patente ao público até dia 11 de abril.

Licenciada em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto (antecessora da atual Faculdade de Belas Artes da U.Porto) e professora na Escola Artística de Soares dos Reis, Rosi Avelar é uma artista visual que trabalha com ferramentas artísticas analógicas e digitais.

O seu processo de trabalho encontra inspiração nas cenas do dia-a-dia, nos momentos aparentemente pequenos e insignificantes da vida, procurando destacar esses momentos fugazes, dando-lhes uma emoção duradoura.

 

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